A pesquisa eleitoral divulgada nesta quinta-feira (23) sobre a disputa pelo Governo do Maranhão vem sendo atribuída, em diversos blogs e portais, ao chamado “Instituto Véritas”.
Contudo, os dados cadastrais da Justiça Eleitoral revelam que o levantamento não foi realizado pelo conhecido Instituto Veritá Ltda., sediado em Uberlândia (MG).
Embora a grafia e a pronúncia sejam semelhantes, trata-se de duas empresas distintas:
Instituto Veritá Ltda. — CNPJ nº 00.654.576/0001-72 (Sede em Uberlândia/MG)
Veritas Planejamento e Assessoria Ltda. — CNPJ nº 27.844.225/0001-80 (Sede em Cascavel/PR)
O levantamento divulgado nesta quinta-feira, registrado sob o número MA-02581/2026, é de responsabilidade da empresa paranaense Veritas Planejamento e Assessoria, e não do instituto mineiro.
Divergência nos cenários e nos números
A diferenciação é fundamental porque os dados do verdadeiro Instituto Veritá (MG) no estado mostravam um cenário eleitoral significativamente diferente:
Pesquisa do Instituto Veritá (MA-03916/2026): Coletada entre 18 e 24 de março e divulgada em abril, apontava Eduardo Braide na liderança isolada com 53,4% das intenções de voto, seguido por Orleans Brandão (19,2%) e Lahesio Bonfim (18,9%).
Pesquisa da Veritas Planejamento (MA-02581/2026): Divulgada agora, apresenta Orleans Brandão à frente com 48,7%, seguido por Eduardo Braide com 42,5%.
Essa divergência não significa, por si só, que uma pesquisa esteja correta e a outra errada. Como os levantamentos foram realizados em períodos distintos, eles podem utilizar metodologias, amostragens e questionários diferentes. A questão central é esclarecer que os dois estudos não foram produzidos pela mesma empresa.
Como a confusão se espalhou?
A troca de identidades tem sido motivada pela forma como o novo levantamento vem sendo noticiado. Ao denominar a empresa paranaense como “Instituto Véritas” (com a letra s ao final), várias publicações induzem o leitor a associá-la ao tradicional Instituto Veritá (sem s).
Em matéria eleitoral, a identificação precisa da empresa responsável é indispensável para a transparência do processo. O eleitor deve sempre ficar atento à razão social, ao CNPJ, ao contratante, à metodologia, ao período de coleta e ao número de registro na Justiça Eleitoral.


