Trabalhadores da pesca na região de Icatu denunciaram o encalhe e a morte de um boto e de um peixe-boi que ficaram presos em malhadeiras. O episódio gerou preocupação entre os moradores locais e entidades ambientais que monitoram a fauna marinha no litoral maranhense. A presença de equipamentos de pesca desprotegidos em áreas de alimentação das espécies tem acelerado os riscos de acidentes fatais na zona costeira.
De acordo com o Instituto Amares, órgão licenciado pela Secretaria de Meio Ambiente, casos como este ocorrem com frequência na Baía de São José. As redes armadas em locais inadequados acabam funcionando como armadilhas invisíveis para a vida marinha. A situação é ainda mais crítica no caso do boto-cinza, que já figura na lista de espécies ameaçadas de extinção no estado e sofre com o declínio populacional contínuo.
Diante do ocorrido, especialistas e órgãos ambientais cobram o reforço na fiscalização e o alinhamento com as comunidades ribeirinhas para o uso de métodos de pesca sustentáveis. Equipes técnicas acompanham o caso para instruir relatórios de impacto e orientar os pescadores da região. A meta é implementar medidas preventivas urgentes para evitar que novas mortes de animais protegidos voltem a ser registradas no litoral de Icatu.



