ÁGUA DOCE DO MARANHÃO — As investigações sobre a morte da estudante Bruna da Silva Loiola, de 17 anos, ganharam novos detalhes nesta semana. A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) apreendeu um caderno pertencente ao adolescente de 16 anos, suspeito do crime, contendo diversos desenhos e referências ao nazismo, apologia ao extremismo, imagens de bombas e anotações com discursos de ódio.
O caso, que chocou o município de Agua Doce Maranhão , ocorreu no início da semana, logo após a jovem deixar o Centro de Ensino Vereadora Neide Costa, onde ambos estudavam, para almoçar.
Comportamento já havia chamado atenção na escola
Segundo declarações do delegado responsável pelo caso, Tiago Castro, o material recolhido está sob análise pericial para auxiliar na elucidação do perfil e das motivações do suspeito. Professores e funcionários da instituição relataram que as atitudes do jovem já vinham sendo observadas e que o conteúdo do caderno já havia sido comentado de forma restrita entre a comunidade escolar.
Além do caderno, o adolescente foi localizado e detido por policiais do 2º Batalhão de Polícia Militar de Turismo (BPTur) portando uma balestra acompanhada de dez dardos, uma faca e artefatos identificados preliminarmente como explosivos caseiros (coquetéis molotov e dinamite artesanal).
Investigação e comoção na região
Encaminhado à Delegacia Regional de Barreirinhas, o suspeito optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório. A Polícia Civil segue ouvindo familiares, funcionários da escola e testemunhas para esclarecer a dinâmica exata dos fatos e verificar se havia algum tipo de relacionamento anterior entre os dois jovens.
Sob forte clima de comoção e pedidos de justiça por parte de amigos e familiares, o sepultamento de Bruna Loiola foi realizado na manhã da última quarta-feira (2), no povoado Buriti Redondo, zona rural de Água Doce do Maranhão.



