O Ministério Público do Maranhão entrou com uma ação judicial contra oito pessoas suspeitas de participação em um esquema de funcionários fantasmas na Prefeitura de Jatobá. A investigação apura supostas irregularidades praticadas entre os anos de 2021 e 2024 e pede o bloqueio de bens dos envolvidos para garantir o possível ressarcimento dos valores aos cofres públicos.
Conforme as apurações conduzidas pela Promotoria de Justiça de Colinas, os investigados teriam sido contratados para diferentes funções dentro da administração municipal, mas existiriam indícios de que alguns não exerciam as atividades correspondentes aos cargos pelos quais recebiam salários. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 719,7 mil.
Entre os nomes citados pelo Ministério Público está Aílton Pereira de Sousa, apontado como agente comunitário de saúde, com dano calculado em R$ 133,6 mil. Também aparecem na investigação Narcizio Viana, lotado como auxiliar de serviços gerais, com prejuízo estimado em R$ 127,4 mil, e Adão de Jesus Sousa, que ocupava cargo de assessor e teria causado perda superior a R$ 103 mil aos cofres municipais.
A ação também menciona Braz Alves de Morais, identificado como diretor, e Ronaldo Félix da Silva, que atuava como vigia. Segundo o MP-MA, os valores relacionados aos dois ultrapassam R$ 198 mil. O caso segue em análise pela Justiça do Maranhão, que deverá decidir sobre o pedido de indisponibilidade de bens dos investigados.



