O deputado estadual Catulé Júnior elevou o tom das críticas contra a gestão municipal de Caxias durante pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão, nesta terça-feira (19). Em uma das declarações mais duras já feitas no parlamento maranhense contra uma administração municipal, o parlamentar afirmou que a cidade estaria sendo comandada por uma “organização criminosa”.
“Hoje, infelizmente, e digo isso de forma literal, nossa cidade é administrada por uma facção criminosa, por uma organização criminosa. E nós não iremos nos calar”, declarou.
A fala repercutiu imediatamente nos bastidores políticos e ocorreu em meio aos desdobramentos da Operação Carbono Oculto 86, conduzida pelo Gaeco do Piauí, que investiga supostos esquemas envolvendo recursos públicos e pagamento de propina.
Durante o discurso, Catulé Júnior associou as investigações ao cenário da saúde pública de Caxias e afirmou que os recursos destinados ao setor estariam sendo desviados por meio de corrupção.
“Nós, que questionamos tanto o que estaria sendo feito com os recursos da saúde de Caxias, agora de forma mais clara e evidente sabemos para onde está indo. Está escoando para o esgoto da corrupção. Está escoando para a propina”, afirmou o deputado.
O parlamentar também citou trechos de investigações e interceptações telefônicas que, segundo ele, apontariam suposto envolvimento de empresários, além de nomes da política regional e nacional, entre eles o prefeito Gentil Neto, o senador Ciro Nogueira e o deputado federal Júlio Arcoverde.
Catulé afirmou ainda que irá formalizar representações junto aos órgãos de controle do Maranhão e defender a criação de uma força-tarefa para atuação conjunta com o Gaeco do Piauí.
“Iremos enfrentar o crime, seja em que esfera for, da forma como tem que ser: com firmeza e coragem”, concluiu.


