A Justiça do Maranhão determinou a conversão para prisão preventiva da mulher investigada pela morte do próprio filho, um bebê de apenas um ano e seis meses. A deliberação ocorreu no decorrer da audiência de custódia realizada na comarca de Santa Inês, onde o magistrado considerou a gravidade concreta do ato e a necessidade de resguardar a ordem pública. O caso provocou forte comoção social na comunidade local devido à extrema vulnerabilidade da vítima e aos indícios de violência constatados no momento do resgate.
Os levantamentos iniciais efetuados pelos peritos e socorristas revelaram lesões severas pelo corpo do pequeno, com destaque para uma perfuração na região craniana e marcas visíveis no pescoço compatíveis com asfixia mecânica. Diante da incompatibilidade entre os ferimentos e as alegações iniciais apresentadas pela genitora, a polícia formalizou a prisão em flagrante no próprio dia do ocorrido. O relatório pericial detalhado instruirá o inquérito para consolidar a dinâmica exata das agressões que levaram a criança a óbito.
Com o decreto da custódia preventiva sem prazo limite pré-determinado, a suspeita deixa a cela provisória e segue transferida para uma unidade do sistema prisional maranhense, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário. A Polícia Civil prossegue com as oitivas de testemunhas, vizinhos e parentes para verificar se havia histórico prévio de maus-tratos ou negligência na residência. Caso seja denunciada e condenada ao término do processo judicial, a mulher poderá responder pelo crime de homicídio qualificado.



