Dados divulgados pelo IBGE mostram que o Maranhão permanece com a menor renda domiciliar per capita do país. Estado ocupa a última colocação nacional há mais de dez anos e continua distante da média brasileira.
TIMON (MA) – O Maranhão voltou a figurar na última posição entre os estados brasileiros em renda domiciliar per capita, segundo levantamento oficial divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os dados, referentes ao ano de 2025 e publicados em 27 de fevereiro de 2026, revelam que a renda mensal por habitante no estado alcançou R$ 1.219, a menor do Brasil. Apesar de apresentar crescimento nominal em relação aos anos anteriores, o Maranhão continua distante da média nacional, que atingiu R$ 2.316 por pessoa ao mês em 2025.
Isso significa que a renda média do maranhense corresponde a pouco mais da metade da média brasileira. O ranking nacional mostra ainda que estados como Distrito Federal (R$ 4.538), São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul permanecem concentrando os maiores rendimentos do país, evidenciando a persistente desigualdade regional brasileira.
UMA DÉCADA NO FINAL DO RANKING O dado de 2025 não representa uma situação isolada. O Maranhão vem ocupando sistematicamente a última colocação nos indicadores nacionais de renda desde meados da década passada.
Mesmo com avanços sociais importantes, ampliação de programas de transferência de renda, crescimento do emprego formal e aumento do salário mínimo, o estado não conseguiu superar os desafios estruturais que impactam sua economia, como baixa industrialização, elevado índice de informalidade, limitações na infraestrutura e forte dependência do setor público e de programas sociais.
Os números mais recentes divulgados pelo IBGE mostram a evolução da renda domiciliar per capita maranhense nos últimos anos:
Ano Renda Per Capita(R$)
2023 945
2024 1.077
2025 1.219
Embora os valores demonstrem crescimento consecutivo, o Maranhão continua ocupando a última posição nacional em todos esses levantamentos.
NORDESTE CONTINUA ABAIXO DA MÉDIA NACIONAL
Os dados do IBGE também mostram que a desigualdade regional continua sendo um dos principais desafios do país. Em 2025, a renda média do Nordeste foi de R$ 1.484, permanecendo muito abaixo da média nacional de R$ 2.316.
Nenhum estado nordestino alcançou sequer dois terços da renda média brasileira. Além do Maranhão, aparecem entre os menores rendimentos do país estados como Ceará, Acre, Pará, Alagoas, Bahia, Amazonas, Paraíba, Piauí e Pernambuco.
DESAFIO HISTÓRICO
Especialistas apontam que a superação desse cenário depende de investimentos contínuos em educação, qualificação profissional, infraestrutura, inovação e atração de novos empreendimentos capazes de gerar empregos de maior remuneração.
Embora os indicadores mostrem evolução da renda nos últimos anos, o desafio para o Maranhão permanece gigantesco: transformar crescimento estatístico em melhoria efetiva da qualidade de vida da população e reduzir a distância econômica que ainda separa o estado das regiões mais desenvolvidas do Brasil.
Ranking dos cinco estados com menor renda per capita em 2025
Maranhão – R$ 1.219
Ceará – R$ 1.390
Acre – R$ 1.392
Pará – R$ 1.420
Alagoas – R$ 1.422
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – dados publicados em 27 de fevereiro de 2026 com base na PNAD Contínua.



