CAROLINA, MA – O que começou como uma denúncia de crime de ódio em um estabelecimento comercial terminou com uma segunda prisão em flagrante dentro de uma delegacia no sul do Maranhão.
O gerente de uma filial do Grupo Mateus foi detido pela Polícia Militar após se envolver em uma sequência de crimes que envolveu injúria racial e desacato a uma autoridade policial.
O estopim: Denúncia de injúria racial
A ocorrência teve início quando a Polícia Militar foi acionada para intervir em um desentendimento em um comércio local da cidade de Carolina. Segundo os relatos colhidos pelos policiais no local, o gerente do supermercado teria proferido ofensas de cunho racista contra uma pessoa.
Diante das evidências e dos depoimentos das testemunhas, a guarnição deu voz de prisão ao suspeito, conduzindo-o imediatamente à Delegacia de Polícia Civil para que os procedimentos legais fossem realizados.
“Soldadinho”: O desacato dentro da delegacia
O caso tomou um rumo ainda mais grave assim que o homem chegou à unidade policial. Em vez de colaborar com os trâmites da autuação, o investigado passou a hostilizar a equipe responsável por sua condução.
De acordo com o boletim de ocorrência, o homem dirigiu-se repetidas vezes ao PM Araújo utilizando o termo “soldadinho” em tom pejorativo e depreciativo. A atitude, interpretada como uma clara tentativa de menosprezar e humilhar o agente público no exercício de sua função, foi presenciada por testemunhas na delegacia.
Por conta da conduta, o delegado de plantão determinou a lavratura de mais um procedimento criminal em flagrante, acoplando o crime de desacato (previsto no Artigo 331 do Código Penal) à acusação inicial.
Desdobramentos e posicionamento oficial
O Grupo Mateus não emitiu um posicionamento público detalhado sobre o comportamento de seu colaborador até o fechamento desta matéria.
No entanto, moradores locais e clientes manifestaram indignação nas redes sociais, com relatos de que o comportamento ríspido do funcionário já havia sido notado em ocasiões anteriores.
Em nota oficial, a Polícia Militar do Maranhão reafirmou o seu compromisso intransigente no combate aos crimes de discriminação e de desacato contra agentes públicos, destacando que a corporação continuará atuando firmemente para preservar a ordem e garantir a dignidade dos cidadãos e o respeito às instituições.
O gerente permaneceu preso na Delegacia de Carolina à disposição da Justiça. As investigações sobre a injúria racial seguem sob a responsabilidade da Polícia Civil, que apura todas as circunstâncias do episódio.



