A condenação de um homem por exploração ilegal de madeira foi registrada nesta sexta-feira (24), após decisão da Justiça Federal sobre crimes cometidos na Terra Indígena Geralda Toco Preto, em Itaipava do Grajaú, no Maranhão. O réu foi alvo de investigações conduzidas por órgãos federais e acabou responsabilizado por desmatamento e furto de recursos naturais dentro da área protegida.
Segundo as apurações, o esquema contava com a participação de madeireiros e também de indígenas, funcionando de forma organizada para retirada e venda de madeira. O condenado, que era casado com uma liderança indígena, utilizava essa relação para facilitar o acesso ao território e manter as atividades ilegais em funcionamento.
As investigações apontaram que ele exercia papel central no esquema, coordenando a extração, distribuindo funções entre os envolvidos e utilizando equipamentos para o processamento da madeira. Além disso, atuava diretamente na negociação com compradores, o que reforçou sua responsabilidade na exploração econômica ilegal da área.
O caso começou a ser investigado após denúncias de desmatamento em aldeias da região, o que levou à abertura de inquérito e realização de perícias. Durante a apuração, mensagens encontradas no celular do acusado confirmaram sua participação. Mesmo negando envolvimento, ele foi condenado com base no conjunto de provas reunidas pelas autoridades.



