Profissional afirma ter sido desligado após posicionamento político e levanta debate sobre critérios na gestão pública
Médicos foram exonerados do Hospital Regional de Urgência e Emergência de Presidente Dutra (HRUEPD), no interior do Maranhão, em meio a relatos de possíveis motivações políticas. Um dos casos que ganhou repercussão envolve o médico Alisson Souza, que utilizou suas redes sociais para denunciar o desligamento. Segundo ele, a exoneração ocorreu após manifestações pessoais fora do ambiente de trabalho, sem relação com sua atuação profissional.
De acordo com o relato do médico, a decisão teria sido tomada de forma repentina e sem justificativa técnica. Ele afirma que atuou por quase sete anos na unidade, período em que não teria registrado problemas administrativos ou profissionais, e classificou o episódio como uma possível perseguição.
A situação gerou repercussão e abriu discussão sobre os limites entre a liberdade de expressão de profissionais da saúde e as decisões administrativas em órgãos públicos. Especialistas apontam que, embora cargos comissionados permitam exoneração sem necessidade de justificativa formal, casos que envolvem possíveis motivações políticas podem ser questionados sob o ponto de vista ético e jurídico.
Até o momento, não há posicionamento oficial detalhado da gestão responsável pela unidade de saúde sobre os motivos das exonerações. O caso segue repercutindo e levanta questionamentos sobre transparência e critérios adotados na administração de serviços públicos no estado.



