O show do DJ Alok, realizado na noite deste sábado (25), em Teresina, ocorre amparado por decisão liminar da Justiça do Piauí, após uma sequência de disputas judiciais envolvendo o evento.
A apresentação integra a turnê “Aurea Tour” e reúne grande público na capital. A autorização foi concedida após mandado de segurança apresentado pela empresa organizadora e pelo Governo do Estado, suspendendo os efeitos de decisão anterior que havia determinado a paralisação do evento e bloqueado repasses públicos.
A ação inicial foi movida pela jornalista Luzia Honorina Melo Barbosa, que questionou na Justiça a destinação de R$ 1,8 milhão em recursos públicos para o patrocínio do show. Na primeira decisão, o Judiciário apontou possível “risco de dano ao erário” e considerou incompatível o gasto com um evento festivo diante de demandas em áreas essenciais, como saúde, educação e segurança.
A liminar que garantiu a realização do evento foi proferida pelo desembargador Mário Basílio de Melo, recentemente nomeado para o cargo pelo governador Rafael Fonteles.
O magistrado levou em consideração, entre outros pontos, o estágio avançado da organização, com estrutura montada e contratos firmados, e a participação de patrocinadores privados.
A menção à nomeação recente passou a ser explorada por setores da oposição no debate público, que levantam questionamentos políticos sobre o contexto da decisão, embora não haja, até o momento, qualquer apontamento formal de irregularidade no ato judicial.
Enquanto isso, críticas seguem direcionadas ao uso de recursos públicos no evento, sobretudo diante de demandas em áreas essenciais.
Por outro lado, o Governo do Estado sustenta que a iniciativa impulsiona a economia local, com impacto no turismo, na rede hoteleira e no comércio.
O caso segue em análise e ainda será apreciado no mérito pela Justiça, que deverá decidir de forma definitiva sobre a legalidade da contratação e do uso dos recursos públicos.



