A suspensão da pulverização aérea de agrotóxicos em Timbiras foi mantida pela Justiça após relatos de moradores sobre possíveis danos à saúde e ao meio ambiente. A decisão reforça uma medida emergencial já adotada para evitar novos episódios enquanto as denúncias seguem sob análise.
A empresa responsável pela atividade tentou reverter a proibição, argumentando que os sintomas apresentados pela população poderiam estar relacionados a um surto de sarna. No entanto, o entendimento judicial foi de que essa hipótese ainda carece de comprovação e não justifica a retomada imediata das operações.
Além de impedir novos voos para aplicação de produtos químicos, a decisão também determina que a empresa ofereça apoio direto às comunidades atingidas. Entre as medidas obrigatórias estão o fornecimento de água adequada para consumo, distribuição de alimentos e acompanhamento médico e psicológico aos moradores.
As denúncias envolvem diversas localidades rurais, onde famílias relatam problemas como irritações na pele, enjoos e dores de cabeça após a passagem de aeronaves. Também há queixas sobre prejuízos na lavoura e possíveis impactos em fontes de água e na vegetação, o que levou as autoridades a manterem a restrição até a conclusão das investigações.



